domingo, 10 de outubro de 2010

O Canadá e seus genéricos

Antes que todo mundo pense, este post não tem a ver com remédios. Até tem, mas o intuito é de falar de produtos das chamadas  "marques maison" do Canadá. E sim, falo do Canadá, e não somente do Québec, como costumo comentar aqui neste blog.

No Brasil a gente tem um pouco de preconceito contra estas marcas genéricas de mercado, aqui no Canadá estes produtos além de sem bons, são muito mais baratos.

Uma das marcas mais populares é a "Sans Nom"  (ou "no name"), até o refrigerante deles lembra a Coca-Cola (R).

Há também os produtos "Choix du Président" ("Predent's Choice") e Compliments. Alguns são mais caros que os outros e nem todos estão disponíveis no mesmo mercado, então vale a pena pesquisar sempre.

Até as farmácias tem marcas próprias e os remédios são bons também, além do preço ser bem melhor.

Voltando ao mercado, pode-se encontrar também a marca Compliment, que também é muito boa.

Obviamente não se deve comprar tudo genérico, mas você não pode ter medo de experimentar. Nem tudo vai agradar e cabe a você decidir se volta a comprar tal coisa dessa marca ou não.

Lista de produtos genéricos: xampú, escova de dentes, creme de barbear, sucos, refrigerantes, carne (sim, carne tem marca genérica), chocolate, café, comida congelada, azeitonas, papel higiênico, produtos de limpeza, etc.

Eu não consumo tudo em genérico, mas eles existem.

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Curiosidades do Québec

Pouco importa em que época do ano você está. Sempre vai haver alguém correndo nas ruas. Os quebequenses adoram cooper.

Muito normal você ver uma senhora de 70 anos comendo um BigMc ou um Whooper.

As casas nao têm ralos.

Ninguém jamais vai entender porque nós trocamos o calor do Brasil pelo frio do Québec. Como se o frio fosse o único problema existente no mundo e como se o Québec nao tivesse verao.

Seus vizinhos jamais vao lhe dizer "bonjour", mas conhecem tudo de sua vida.

Ninguém sabe que falamos português.

99% dos quebequenses nunca viu nem sabe o que é uma goiaba.

Nenhum móvel que se compra no Québec vem montado. Dê graças a Deus se vier com manual de montagem.

"H" nao tem som, entao diga "Alloween"  em vez de "Halloween".

sábado, 2 de outubro de 2010

Classes sociais do Québec

Muitos no Brasil não têm idéia de como funciona a economia no Québec. A maior parte da populaçao se concentra mesmo na classe média. Muitos quebequenses dizem que um casal pode chegar a no máximo, ter uma casa e dois carros na garagem. A partir disto, o governo começa a impor muitas taxas e nao vale a pena ter mais do que isso.

Se você ganhar um pouco mais dinheiro, mas não o suficiente para ficar milhonário, eu te recomendo fortemente gastar esse dinheiro com viagens, ou comprar algo que te agrade, porque ser proprietário de várias casas, sítios, etc, com certeza, sairá muito mais caro.

Uma vez que a saúde e educaçao não públicos e funcionam (alguns problemas com a saúde, mas vou discutir isso mais oportunadamente),nao há razao para pagar por planos de saúde ou escolas particulares. Você pode decidir colocar seu filho em uma escola particular, mas tem que ser porque ele vai fazer atividades extra-curso e não por causa do nível de educaçao.

sábado, 25 de setembro de 2010

Aprendendo a pronunciar as marcas de carros (pas complète)

Marca       Pronúncia
Honda       [ondá]
Toyota      [toiotá]
Ford        [forrd]
Fiat        [fiátt]
Mercedes    [mercerdéis]
Mazda       [masdá]
Hyundai     [Iandê]
Subaru      [Sûbarû]

domingo, 15 de agosto de 2010

Como fugir do fracasso no Québec

Muitos imigrantes fracassam ao chegar ao Québec. Muitos imaginam que aqui é como se fosse um Brasil melhorado, onde os problemas não existem e que todas as pessoas são felizes. Não, aliás, muito longe disso. Existem problemas no Québec e nem todas as pessoas são sorridentes. A depressão é algo muito forte aqui e atinge boa parte da população. Principalmente a depressão sazonal, que é a depressão causada pela falta de luz do inverno.

Os costumes também são outros, não venha esperando encontrar um pão na chapa com um pingado. Isto simplesmente não existe aqui e imigrante terá de se adaptar, não é o Québec que terá de se adaptar ao imigrante.

Os costumes também mudam muito, aqui ninguém vai te estender a mão no trabalho para te cumprimentar. Isto simplesmente não existe, num máximo um bonjour ou bon matin.

À primeira vista, a maneira com que eles fazem as coisas podem ser estranhas e até um pouco complicadas, mas o brasileiro é mais dinâmico, porque teve que aprender a se virar para não ser passado para trás. Eles são muito bons com o inverno e acredite, eles realmente entendem de frio.

Muitas pessoas podem se frustrar porque não consegue emprego logo. Isto realmente algo que deixa qualquer imigrante preocupado e pode acontecer sim. O que eu recomendo é aceitar algum trabalho para entrar dinheiro em casa e depois mudar. Aqui não há estresse com relação a isso, mas não precisa mudar de emprego toda semana.

O isolamento também pode fazer com que o imigrante fracasse. Fechar-se ou falar somente com brasileiros só vai piorar a integração, é preciso ter contato com quem é daqui para compreender como pensam e como agem.

O faça você mesmo existe muito aqui. É muito caro alguém que tenha empregada doméstica. Custa muito caro e com certeza um recém chegado não terá divisas suficientes para pagar. Então é preciso ter humildade e se dedicar às tarefas domésticas. Até os móveis que você compra novos vêm desmontados, é preciso montá-los com destreza (hehehe). Pequenos reparos no carro, também entram na lista do faça você mesmo.

Comparar o Québec com o restante do Canadá pode também trazer frustrações. Os quebequenses não agem como canadenses. A cultura é outra e a situação econômica da província também é outra. Falar que o Québec faz parte do Canadá é correto. Falar que o Québec é a típica província canadense, não.

Parte 2 [novo]

Preparando o carro para o inverno

Estamos ainda no verão, mas já devemos pensar no que será o inverno. Não, não sou paranóico, mas é necessário pensar nisso agora.

Todo carro precisa de um tratamento ante-ferrugem. Isto se faz necessário, porque o abrasivo que derrete a neve, também danifica a lataria dos automóveis, aumentando a oxidação.

Existem diversos lugares onde se pode pagar pour um tratamento ante-ferrugem, eu pessoamente recomendo o Metropolitain, que todos dizem ser o melhor do Québec. Eles passam uma substância no carro nas partes onde terá contato com a neve, como o motor, parte inferior da lataria e caixa de rodas. Também colocam produtos anti-ferrugem no capô e no porta-malas.

Há outros lugares que também oferecem o mesmo serviço, como a Canadian Tire, mas me paresse que o trabalho não é tão bom quanto o do Metropolitain.

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Festivais de Québec

A cidade de Québec tem dois grandes festivais, um no verão e outro no inverno. O festival de verão (Festival d'Été) é muito bacana. Compra-se um passe, formalmente chamado de laisser passer e com ele, podemos assistir a grandes espetáculos.

Este ano, temos Iron Maden, Rush, Black Eyed Peas, entre outros... Vale realmente a pena.

O festival de inverno não tem shows, temos exposições de esculturas na neve, competições na neve, paradas na rua, tudo para que os quebequenses saiam de casa.

Mas o que está no auge agora é o festival de verão. Então, pra quem quiser dar uma olhada, vou colocar o link aqui.

domingo, 4 de julho de 2010

Fim da Imigração

Muito se tem falado do fim da imigração para o Canadá, mesmo para o Québec. Na verdade, não acho que isso vai acontecer nem a curto ou médio prazo.

Acredito que a imigração vai se tornar cada vez mais restritiva. O Québec, bem como todo o Canadá, tem problemas com imigrantes, mas em sua maior parte, é devido aos imigrantes refugiados, que vem ao Canadá não por escolha própria, mas para fugir de seus países de origem.

Eles não falam francês (ou inglês) e estão aqui sem opção, e portanto, não têm interesse em se integrar à sociedade, ou contibuir para ela. É aí que os problemas começam.

Por isso, eu acho que a imigração se tornará mais seletiva, e a imigração de refugiados, que é a que mais traz problemas, tende a diminuir.

Já que o trabalhador qualificado tem um interesse maior, é normal que o governo corte a francisação e outros benefícios e invista este dinheiro em outras áreas.

Isto é uma opinião pessoal, por isso, a qualquer um que leia o texto, eu não utilizei nenhuma fonte oficial e apenas me baseei no que tenho visto por aqui.

Philips

Depois de mais de um ano aqui, decidimos comprar uma nova TV, as outras que tínhamos, foram compradas usadas ou nos foram emprestadas.

Pesquisei durante algum tempo e decidi comprar uma Philips. Após tirá-la da caixa e conectar todos os cabos, ela acendeu, deu dois estralos, exibiu a marca Philips e se desligou automaticamente.

Entrei no site do fabricante e enviei um e-mail para o suporte técnico. Não demorou, eles me responderam o e-mail (em inglês) dizendo que não compreendiam o problema e pediram para eu descrever novamente o problema, mas dessa vez em inglês e inserir os meus dados pessoais (que já estavam no e-mail original). O engraçado disso tudo, é que eu estava no site na versão francesa do Canadá e as instruções estavam todas em francês, então me senti à vontade para lhes enviar um e-mail que obviamente estava em francês.

Ora, o problema não é escrever em inglês... mas ok. Nesse meio tempo, voltei à loja e agora estou muito satisfeito com a minha nova Samsung. E sim, respondi o e-mail do suporte (em inglês), falando exatamente isso, que eu decidi trocar de marca e que agora a televisão está perfeita.

Fazia mais de uma semana que eu já havia comprado a TV, mas não a havia testado, por causa da minha mudança do 1 de julho. O fato é que a loja trocou a TV mesmo assim, coisa que seria bem difícil no Brasil...

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Escolhendo a sua cidade

Este é um tópico que eu já deveria ter escrito, mas nunca pensei em fazê-lo até hoje. Quando se está dentro de um processo de imigração, antes de pensar em qualquer outra coisa, é preciso definir a cidade.

Mas o que levar em consideração para isso?

Em primeiro, depende da sua profissão, há algumas cidades que são mais especializadas que outras. Por exemplo, pra quem trabalha com hotelaria, Québec é uma forte candidata, por ser a capital da província e por ter o hotel mais fotografado do mundo, o château Frontenac.

Informática? Qualquer cidade você consegue emprego com informática, mas recomendo as cidades de Québec e Montréal.

Ou seja, é só entrar no site do governo do Québec, mais precisamente no site do IMT (Informations sur le marché de Travail) e pesquisar.

Segue aqui o site em link reduzido: http://migre.me/RZln

Deve-se levar em consideração também os preços de moradia, transportes e até lazer (a vida não é só trabalho).

sábado, 12 de junho de 2010

Québec ou Canada? Qual a diferença?

Não que o Québec ainda seja separatista, ainda há muita gente que amaria ver o Québec livre, mas o contraste é muito grande entre o Québec e o resto do Canadá.

A começar pela língua, cuja a maioria é francófona e detém o governo provincial. As diferenças culturais também são imensas, a região dominante é católica e não protestante. Não que eles sejam católicos fervorosos, longe disso (ainda vou falar algo sobre a Revolução Tranquila), mas a diferença serve para acentuar mais a diferença cultural.

Posso afirmar também que a parte inglesa é mais desenvolvida. Acredito que o poder econômico deles os favoreceu muito, mas neste tempo que estamos aqui, aprendemos a valorizar o francês, língua que eles falam e que prezam muito.

Mesmo quando vou a Montreal, única cidade em que o inglês faz realmente frente ao francês, e alguém fala comigo em inglês, respondo em francês, não porque menosprezo o inglês, poderia responder em inglês sem problemas, mas me sinto mais a vontade aqui, falando francês.

domingo, 6 de junho de 2010

1 ano de Québec

Então, meus amigos. Parece que foi ontem quando comecei a aprender francês e o projeto Québec parecia distante. Um ano se passou desde a nossa chegada e muita coisa aconteceu.

A primeira pergunta que todos que estão no processo podem me fazer (e aqueles que são curiosos sobre o assunto) é se valeu a pena. É claro que valeu, nem tudo sai como planejado, e a imigração não é um processo fácil.

Embora tivéssemos estudado num escola de francês quebequense, quando a gente chega aqui, a gente que precisa aprender muita coisa.

Os primeiros dias são os mais difíceis e os mais engraçados. Como fazer pra comprar um celular, fazer compras no mercado, assinar um serviço de internet, por exemplo; essas tarefas precisam ser reaprendidas... Sentia-me como uma criança aprendendo a andar.

A saudade é forte, a gente para várias vezes pra pensar se fizemos a coisa certa e fica inseguro do futuro. A vida de imigrante não é fácil. Lembro-me das dificuldades dos primerios dias para achar um lugar pra morar, depois um trabalho e as primeiras tarfas domésticas...

É verdade que a gente aprende a cada dia. algumas coisas que me arrependo, mas acho que mais acertamos do que erramos nesta nossa caminhada. Estamos felizes de estarmos aqui.

Tenho muito orgulho de dizer que moro no Québec, não no Canadá. Não sou separatista, não é isso. Mas é o governo desta província que nos ajuda, e muito, e sou muito grato e honrado de estar aqui. Abraços a todos...

sábado, 22 de maio de 2010

Café da manhã

Como pedir o equivalente de um pingado com um pão na chapa :

Un petit café avec deux laits + une bagel (pronuncia-se beguel) avec du beurre.

Onde? Tim Hortons...